Tiffany Watson nasceu em uma pequena cidade do interior da Inglaterra, no início dos anos 1990. Cresceu em um ambiente familiar tranquilo, com pais que sempre incentivaram sua independência. Desde adolescente, demonstrou interesse por artes cênicas e comunicação, participando de grupos de teatro escolar. Aos 17 anos, mudou-se para Londres para cursar faculdade, mas logo percebeu que o caminho tradicional não era o que realmente a motivava.
Aos 19 anos, Tiffany começou a trabalhar como modelo de webcam para complementar a renda. O contato com o universo digital a fez enxergar uma oportunidade de explorar sua sexualidade de forma profissional. Em 2014, recebeu um convite de uma produtora europeia para gravar sua primeira cena. Hesitou por meses, mas decidiu aceitar após conversar com colegas que já atuavam no setor. A experiência inicial, segundo ela, foi desafiadora, mas a fez perceber que estava no lugar certo.
Nos anos seguintes, Tiffany assinou contrato com agências de Miami e Barcelona, o que a levou a viajar constantemente. Gravou com estúdios de renome na Europa e nos Estados Unidos, sempre priorizando produções que valorizassem o consentimento e o bem-estar das atrizes. Em entrevistas, ela destaca que a transparência sobre limites e a negociação prévia de cenas foram fundamentais para sua longevidade na indústria. Em 2018, foi indicada a dois prêmios europeus do setor, o que consolidou seu nome no mercado.
Apesar do sucesso, Tiffany enfrentou críticas e estigmas sociais. Em 2020, durante a pandemia, passou por um período de ansiedade e decidiu fazer uma pausa de seis meses. Nesse tempo, dedicou-se à terapia e à prática de ioga, o que a ajudou a ressignificar sua relação com o corpo e o trabalho. Hoje, ela afirma que a pornografia é uma forma legítima de expressão artística e que a educação sexual aberta deveria ser mais valorizada pela sociedade. Também passou a atuar como mentora de novas atrizes, orientando sobre segurança e direitos trabalhistas.
Atualmente, Tiffany mora entre Lisboa e Londres, dividindo seu tempo entre gravações seletivas e a produção de conteúdo próprio para plataformas digitais. Lançou um podcast em 2023 onde entrevista profissionais da indústria adulta, abordando temas como bem-estar financeiro e saúde mental. Ela planeja expandir o projeto para uma série documental nos próximos anos. Fora das câmeras, é voluntária em ONGs que atuam na redução de danos relacionados ao trabalho sexual.